Cemitério
Num dia de regresso a casa, passamos de carro pelo cemitério.
Já por lá passámos muitas vezes... mas desta vez o Pinguim leu a palavra que nunca tinha lido.
Chegou a pergunta óbvia.
“Mãe o que é um cemitério?”
Tive uns segundos para pensar... embelezar a verdade ou simplesmente dizer a verdade.
Como sempre tenho feito até aqui... expliquei a verdade.
Mas o que o Pinguim me disse depois deixou-me desconcertada.
“Mãe podemos ir ver o cemitério?”
Respondi... Sim.
Mas no fundo com a esperança que se esquece-se.
Mas não esqueceu, e durante duas semanas perguntou várias vezes quando íamos ao cemitério.
A maneira de me esquivar foi dizer que o cemitério fechava às 17h.
Mas ele não desistiu e disse, então vamos no fim de semana.
Esta sexta fui buscar o Pinguim às 15h30, pergunta dele assim que me viu...
“É hoje que vamos ao cemitério?”
E lá fomos nós...
Fez todas as perguntas que precisava, quis ver onde estavam os bisavós. Andou por lá como uma naturalidade que eu não consigo.
E assim foi a primeira ida ao cemitério... sem dramas, uma visita leve sem carga negativa.

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